sexta-feira, 6 de maio de 2011

No me mientas, POR FAVOR

(...) O que mais desmotiva é essa mania de tentar fugir das próprias idéias. A gente passa um grande tempo, tendo algumas idéias de vida, erradas ou certas, corretas ou furadas, mas visões de vida.

Estas idéias te deixam triste e descrente de tudo. Para resolver isso, esquece de tudo e passa a creditar na vida, que tudo é possível a partir da sua força. Passa a ser otimista, a acordar todos os dias com o peito estufado pela esperança de um bom dia.

As semanas se vão e você percebe que a vida que tu tentavas erroneamente desenhar era a coisa mais utópica e irreal da história da vida contemporânea. Começar a acreditar que não se consegue nada sozinho, que quando se está feliz, atraímos a felicidade. MENTIRA! Felicidade é questão de sorte. Ela vem quando bem quer e desaparece quando entende que deve sumir.

A solidão é subestimada. Passar a querer sentir algo por alguém NUNCA me trouxe felicidade. A não ser essa tola alegria que desaparece como o vento. Vai ver que eu devo estar vendo algo errado, ou melhor, não vendo.  Posso estar errado, mas ainda não acho pistas que me façam pensar o contrário, de que felicidade seja produto não de sorte ou do acaso, mas sim do querer ser feliz.

Só vejo que minha busca por essa alegria me causa um efeito contrário, de tristeza. Sinceramente, eu preferiria ficar com esse peito vazio do que inflado com o ar da tristeza e da angústia.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Tento com todas as forças ser mais otimista

Tem dias que nós ficamos perdidos. O dia que nascia azul parece ficar cada vez mais cinza. Aquela felicidade que morava no teu peito se transforma em nada, tornando teu peito, vazio.

Essa busca pela sorte na vida mina qualquer cidadão. A angústia invade a alma, matando pouco a pouco a alegria que morava naqueles olhos que felizes eram.

É difícil de entender como a busca pela felicidade pode ter como retorno seu total inverso. Decepções e pedras no caminho são esperadas. Porém existem pessoas que não conseguem lidar com perdas.

Você passa a vida buscando a felicidade e o amor, e acaba recebido com pedras e gracinhas. Viver a vida, o que será realmente é isso? Sair, beber até não saber o seu nome, passar 4 ou 5 horas feliz e depois: “Tá faltando alguma coisa”.

Eu não sei se vivo a vida. Faço isso de beber para esquecer e passo a lembrar mais e mais das coisas. Falta algo que não sei o que é. Não sei bem nem se é o que eu realmente procuro a certa solução dos meus problemas e reclames.

Sou o ponto de interrogação humano. Tenho dúvidas em tudo. A única coisa em que tinha certeza, que era a de que a minha busca pela felicidade seria a minha solução das mini-depressões que me atormentam dia após dia, hoje é a maior de minhas dúvidas.

Eu, que me julgo bipolar, agora tenho certeza. A cada dia tenho perspectivas diferentes da vida, fazendo com que minhas idéias se percam como uma folha de papel ao vento.

A esperança é a última que morre. Porém, não é imortal.

(DESCULPE PELOS PENSAMENTOS SOLTOS. ERAM TANTAS IDEIAS SOLTAS QUE NÃO CONSEGUIRIA AGRUPÁ-LAS EM UM TEXTO DECENTE, NEM EM UM MILHÃO DE ANOS.)

domingo, 1 de maio de 2011

Reclamações exageradas fazem parte do passado

Será que é desrespeitosa a nossa insatisfação com algumas coisas da vida? Fiquei pensando isso nessa semana. Dá para perceber de cara que o caminho que tenho trilhado no último mês é bem diferente do que antes. Antes meus textos eram deprês de mais. Eu expunha coisas que não traziam nada a ninguém. E esse nunca foi meu objetivo. Agora, eu vejo que os textos tentam (eu acho!) expor uma ideia mais positivista. Porém, ainda restam as reclamações de sempre. Não tão acentuadas como antigamente, mas ainda existem.

O ser humano é um animal (sim, somos animais) em constante desaprovação com a vida. Nunca estaremos em plena concordância com o que temos. É bem aquela história: Você dá a mão e já querem o teu braço. Mas seguindo o cheiro da pipoca, eu fiquei pensando se não era chato ficar reclamando do que não tem. De tanto nós reclamarmos do que não temos, esquecemos-nos de algo muito importante: O QUE TEMOS.

Por exemplo: Eu sempre fui um cara com poucos amigos. Mais por causa de mim do que dos outros. Muito disso se dá por eu exaltar ser um cara rancoroso, individualista e negativo. Mudei, não penso e nem sou mais assim, porém a imagem de negativista ainda perdura. Fico reclamando por não ser ter aquele monte de amigos, pra encher a casa no “find” e tal. Mas “pô”, olha quanta gente boa eu tenho perto. Conheci nesse um ano de faculdade tanta gente legal. Eu que nunca consegui dizer um troço desses, mas conheci uma dupla que posso chamar de irmão naturalmente e sei que estas duas pessoas me chamariam disso também.

Fico com uma sensação ruim no peito de reclamar do que não tenho. Caraca, eu tenho saúde, um trabalho, muita gente boa do lado e estou estudando o curso que sonhei desde piá. Pouca gente sabe que quase não o fiz por falta de grana. Não é um troço barato. O pessoal aqui recém acabara de terminar de pagar os sete anos de curso da minha irmã e eu já estava entrando com outro, bem mais caro. Lutei, estudei e me esforcei. Graças ao meu esforço consegui a bolsa de estudos que me deu a possibilidade de estudar o que eu queria.

Ai como que um sujeito que tem tudo isso, pode ter a cara de pau (Estou exagerando um pouco no cara de pau, mas exagero é meu nome do meio) de reclamar de algo. É claro que minha vida não é completa. Nem a de ninguém é. Mas a única coisa que temos que fazer é agradecer pelo que temos, lutar para manter o que é nosso e brigar pelo que não temos e queremos. Essa é a forma exclusiva de conseguir atingir seus objetivos. Os nossos braços cruzados simbolizam que estamos atados pela falta de coragem de colocar a cara a tapa.

Eu já disse que nós não precisamos apanhar para aprender. Mas tomar umas surras é bem educativo na vida. Porém, reclamar de longe, ficar cheio de “mimimi” pelos cantos é a pior surra de todas: Você apanha, se machuca e não aprende nada.

Então, lute com garra pelo que você quer. Use o que tem como arma e incentivo.  Existem coisas que só você pode fazer por si. Mas saiba que sempre existirá, não importa quem, SEMPRE haverá alguém que estará torcendo por você, que mesmo no momento mais critico estará contigo para te apoiar e estimular na tua luta.

Muito obrigado às pessoas que me incentivam nas minhas.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

É tudo improviso


Chovia forte naquela quinta-feira à noite. Aquele tempo frio e chuvoso enlouquecia Athos. Seus pensamentos surgiam à cabeça como a chuva caia do céu. Uma overdose de sentimentos, dúvidas, questionamentos e um pouco de Teoria da Conspiração invidiam a imaginação do garoto.

Entrava em transe tentando resolver seus problemas. Perdia seu sono, escasso sono, tentando concluir o “inconcluível”, diagnosticando o que não havia o que diagnosticar. Noites em claro passava, acordando de madrugada, para jogar suas magoas em álcool e nicotina.

Athos que julgava seus problemas eram maiores que sua própria existência ou julgava sua existência menor do que qualquer outra coisa. Perdia seu tempo com choramingo, reclamações e decepções. Mas, o que ele fazia de não mental para sanar com tudo aquilo?

Pensar que tudo está ruim, que nada não dá certo, cruzar os braços e somente imaginar como seria bom se tudo estivesse no caminho que você deseja é a razão maior do seu sofrimento. 

O responsável por sua vida por você. Tem de vir de você a ação de jogar toda a sua passividade frente aos problemas para o alto, recolher o que te resta de bom e agir para a melhora das coisas. O Exercito de extermínio da sua dor é você e você mesmo. 

A única coisa que os outros podem fazer por você é bater no seu ombro e dizer: “A vida é assim mesmo”. 

Tenha sempre a certeza de uma coisa: A vida não é assim. Não existe roteiro pra vida. Tudo é improviso, pois ninguém nasce com a derrota gravada na testa. Ela vai estar lá se for o seu desejo. E só seu.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Confusão mental 3.0


Mais uma vez passo a noite acordado;
Seus grandes olhos pretos não saem da minha mente;
Essas lembranças de ti me castram profundamente.

Não posso te querem, pois não posso te ter;
Mas seu nome, seu olhar e seu cheiro insistem em me perseguir.

Me persegues quando acordo, quando como, quando penso, quando respiro e quando durmo;
Vivo por alguém que alguém que não tem a mínima noção da importância que esta tem para mim.

Consigo ver um pedaço de ti em cada pessoa na rua, tudo me lembra você;
O mais incrível é que em vez de ser tornar alguém normal, torna-se, a cada dia, mais impar para mim.

Só é incomodo tudo isso, por esse amor me faz doer. Amor é para dois..
De impar nessa história, só pode haver o que sinto por você e o que espero que sintas por mim.

domingo, 17 de abril de 2011

Destinos e Coincidência: Eles existem juntos, ou somente um é real?


A vida é feitas de pequenos momentos. Uma decisão, ação ou ato tomado hoje pode influenciar e guiar sua vida nos próximos 10 ou 15 anos. Quiçá, sua vida toda.

Às vezes você não percebe, não tem ideia de que aquela mísera ida à padaria pode mudar a tua vida. Um infinito leque de acontecimentos estão em jogo em uma pequena ação. Você pode está caminhando até a padaria, atravessar a rua e ser atropelado. Pode chegar a padaria, e conhecer a pessoa com quem você passará a vida junto.

Existem mil exemplos para coisas assim. No atentado de 11 de setembro de 2001, vieram a tona muitas histórias de pessoas que deveriam estar no World Trade Center no momento do choque do avião com o prédio. Mas uma delas me impressionou, ou me guia de alguma forma pra escrever esse texto.
È a história de um homem que trabalhava em um escritório de advocacia, no WTC. Ele chegava todos os dias às 8h30 da manhã no prédio. Na semana do dia 11, ele estava usando seu novo sapato pela primeira vez. Naquele dia 11 ele viu que o sapata tinha lhe causado uma bolha, então, antes do trabalho, passaria em uma farmácia para comprar um band-aid.

Foi a uma farmácia próxima do WTC e por haver uma pequena fila no local, atrasou-se um pouco. Ao sair da farmácia, olhou para o prédio e naquele momento a primeira aeronave se chocava com o prédio.
Interessante não. Mas é a partir daí que mora o motivo do texto. Isso estava escrito para acontecer? Mas frente a isso, onde mora o destino e a coincidência? Foi coincidência ou destino que, naquela manhã, fez um baind-aid salvar a vida de uma pessoa?

Eu, erroneamente ou não, não acredito em destino. Porque? Vamos colocar como exemplo as pessoas que estavam naquele avião: haviam 92 pessoas na aeronave. Colocando que o destino diria era a hora de morrer de um daqueles passageiros. Os outros 91, que não “estavam marcados para morrer” iriam perder a vida por causa de um. Pode ser um exemplo idiota, mas é a única ideia que tive sobre destino até hoje que ninguém conseguiu derrubar.

Minha crença é na coincidência. Você tropeçar em alguém, dentro de um ônibus, e sem graça pede mil desculpas. Vocês dois começam a conversar e de repente os dois percebem que tem muito em comum.

Isso não é destino, é coincidência. Destino não pode existir quando nos temos o Livre Arbítrio.  

Então, não espere que as coisas aconteçam para você. Faça com que elas aconteçam. Não seja escravo do tempo, seja o senhor dele. Busque a alegria a todo momento. Busque conhecimento, é a única coisa que não podem tirar de você. Acorde pela manhã e veja como você é feliz pelo que tem. Ser triste pelo que não tem, não vai te dar nada, só angústia.

Deve ser muito estranho eu, o dramático da jogada, dizer algo assim. Mas é bom, vezes criar algumas teorias. Você pode não usá-las, porém, alguém usando-as, já vale a pena.

terça-feira, 12 de abril de 2011

“Ninguém é feliz por completo. Nada é completo. Toda a unanimidade é boba”


Parei um pouco para re-pensar sobre o que eu escrevo aqui. Essa história de largar o blog, ou não largá-lo, ficou girando e girando na minha cabeça. Eu sempre disse que esse é o espaço para eu jogar todos os meus problemas e assim buscar acabar com eles, ou ao menos os diminuir. Vou ser óbvio, talvez, ao dizer que este local não vem ajudando como ajudava antes.

Essa coisa de transformar meus problemas vem de 2007, quando eu fazia todos os meus desabafos em qualquer pedaço de papel que eu encontrava. Antes, no inicio da movimentação, eu conseguia melhorar as coisas. Mas eu era só um adolescente. Meus problemas eram outros... e bem menores.

Fui dar uma olhada nos poucos textos que ainda guardo dos meus 15, 16 anos e os meus atuais textos do blog. A cada três textos, um deles fala sobre amor. Mas eu realmente não sei o que é isso. Não estou falando na temática dramática que tanto faço durante meus textos, mas sim que todas as idealizações sobre amor já caíram por terra bem na minha frente.

Eu não sou o cara mais habilitado para falar com isso, já que me apresento como rancoroso. Tenho tentado levar as coisas no “rale-se”. Ok, mas não é esse o assunto agora.

Eu não sei se é desconhecimento ou falta de proeza no trato da coisa, pois eu não sei amar. Escolher a pessoa errada, quebrar a cara, tomar os famosos balões, etc.: Isso é da vida. Só não dá pra escapar de duas coisas na vida: do chifre e da morte, e com certeza só falta a você que esta lendo isso, morrer.

Mas meu problema é exagerar no erro. Fico com a idéia idiota na cabeça de que agente acerta errando varias vezes. ISSO NÃO existe. Você não precisa tomar 500 choques para aprender que não deve colocar o dedo na tomada, então porque eu tenho que passar por uma série de desilusões para  chegar a algo bom.

Sei que esses meus textos extremamente dramáticos soam como um chororô adolescente de um adulto que ainda não cresceu, mas só quem tem algo que tira o sono sabe o peso que isso tem.

Sim, perco sono com isso, e com mais um monte de coisas. Essa coisa de ser insone é mais antiga que esses meus “nhénhénhés”. Eu não sei lidar com uma infinidade de coisas.

Para finalizar, eu me exponho de maneira, na maioria das vezes, ridícula, contando essas coisas fúteis aos olhos dos outros pois é assim que eu imagino encontrar a solução dos meus dramas. E todo mundo tem dramas. A diferença entre eu e os outros é que eu coloco em um blog, e os outros, por infinitos motivos, guardam nas suas cabeças.



PS: Obrigado à você que me disse para continuar com esse espaço. É sinal que você lê o que coloco aqui, e o mais importante: Que você gosta do que escrevo. Coimo um cara que gosto de escrever, alguém virar para ti e dizer que “curtiu o que tu escreveu, é mágico. MUITO OBRIGADO!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Por que esse medo de amar?

O grande medo de amar, por alguns, é tão grande quanto o medo de não ser amado. Na realidade, acredito que por trás do medo de amar está o medo maior de sofrer, de ser rejeitado, ou mesmo abandonado. Mas essa atitude nos leva a equação: “ O medo de não sermos amados nos impede de amar?”. Neste mundo MODERNO muitas pessoas se sentem envergonhadas de amar, como se fosse algo ridículo e bobo. Mas somos seres nascidos para o amor e, no entanto, tentamos negar nossa própria essência.

Todo mundo que ama está sujeito a passar por maus momentos por causa de uma separação. Não importa quem tomou a iniciativa, o fato é que não existe separação sem dor. Um sofrimento difícil de ser explicado, compreendido e, principalmente, sentido. Com a alma e o coração partidos, as feridas emocionais arranham a autoestima e o amor-próprio. A raiva e a tristeza se apoderam da nossa vida e nos enfraquecem, destroem nossos sonhos, devoram o nosso entusiasmo e paralisam a nossa vida.

Acima de tudo, é preciso manter a fé, pois pior do que passar por isso é sonegar emoção, é evitar o risco e o compromisso, escondendo-se atrás das grades da razão.

Talvez, HOJE, seja o dia propício para fazer uma pausa e pensar: “Será que alguma experiência dolorosa do passado continua exercendo influência sobre meu jeito de amar e sobre a profundidade de meus relacionamentos?”.



Medo De Amar Jeito Moleque
Você bem quis entender

mas eu não soube explicar
Nem mesmo eu sei dizer

Não gosto nem de lembrar
Você bem quis entender
mas eu não soube explicar
Nem mesmo eu sei dizer
Não gosto nem de lembrar


Yeahh eu tive medo
De ver meu coração amar assim tão cedo
Foi bobagem não falar 
É esse meu medo de Amar

Porque você não volta?
Se já falei o que passou
E o que quebrou a gente monta
Refaz a nossa história de amor

Porque você não volta?
Se já falei o que passou
E o que quebrou a gente monta

Refaz a nossa história de amor...

Refaz a nossa história de amor
Meu amor

Meu amor

Você bem quis entender
Mas eu não soube explicar
Nem mesmo eu sei dizer
Não gosto nem de lembrar
Você bem quis entender
Mas eu não soube explicar
Nem mesmo eu sei dizer
Não gosto nem de lembrar

É eu tive medo 
De ver meu coração amar assim tão cedo
Foi bobagem não falar 
É esse meu medo de amar

Porque você não volta?
Se já falei o que passou
E o que quebrou a gente monta
Refaz a nossa história de amor

Porque você não volta
Se já falei o que passou
E o que quebrou a gente monta
Refaz a nossa história de amor

Refaz a nossa história de amor
De amor.

meu amor........

domingo, 20 de março de 2011

Fotografias espalhadas no chão, sujas com borra de café


Duas horas da manhã, e ele ainda não havia sequer piscado os olhos. Sentado na cama, olhava suas fotos de criança, quando corria por ai, sem nada na cabeça, somente pensando no que iria brincar no outro dia.

Olhava aquelas fotos e percebia que em todas havia um olhar puro e um belo sorriso. Com o passar das fotos e do tempo, aquele olhar se transformava em triste e o sorriso não havia mais. Fechou aquela caixa, e percebeu que vê-las não o ajudou a melhorar, mas sim só o colocava em um mundo real, onde sua felicidade era algo utópico e distante no tempo.

Quatro horas e nada do sono chegar, e a jarra de café do seu lado poderia ser uma das causadoras da insônia. Começava a calcular, mal e porcamente o porque alguns sentem tanto as derrotas e outros passam por elas com menos dor.

Estava entrando em parafuso, estava tão confuso que já não sabia de onde partir e para onde ir nos seus pensamentos. Pensava em desistir de acreditar nas coisas e nas pessoas. Na sua concepção, sua crença nas coisas e no próximo eram as reais culpadas pela sua tristeza. Ele acreditava em tudo, imaginando que sem esse credo, estaria à beira da solidão. Mas, olhando bem, sua solidão estava lá, mesmo crendo.

Tentou por mil vezes sair, conversar com pessoas, tentando aparentar ser  feliz, que não era abatido por nada e por ninguém. Mas isso o fazia cada vez mais triste, pois não conseguia nem sequer ser ele mesmo.

Por anos ele teve medo deste momento, a hora em que olharia para os lados e conseguiria concluir que nada mais o restava. Lutou por muito tempo imaginar que havia solução para as coisas, que tudo melhoraria. Mas essa imaginação e ilusão só o fizeram cegar. Cegar para a vida, cegar que as pessoas nem sempre estão com você para te fazer feliz, mas sim para trazer a felicidade escrota delas, que é a de pisar nos outros.  Claro que isso não é a atitude dos todos. Os que não têm esse pensamento são aqueles que são chamados de babacas, por não trair e mentir.

Agora aquele garoto, cheio de sonhos de criança entendeu que algumas de suas decepções vêm lá da infância, onde imaginava que o mundo não fedia e que as pessoas tinham um pingo de humanidade. Sim, para algumas pessoas, é difícil ser humana.

Ele sabe, porém, que esta decisão de viver só com o seu eu, não procurando mais ombros para chorar, abraços apertados e toques em suas mão, pode acentuar sua dor. Mas, sem saber o que fazer, procurou a forma mais simples: MATAR A ÁRVORE QUE SE CHAMA SENTIMENTOS, A ARRANCANDO DO CHÃO E TIRANDO SUAS RAIZES.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Uma cerração baixa e um coração que racha!


E aquele triste garoto caminhava pelas ruas sujas da cidade com a cabeça longe. Pensava nos problemas, procurando soluções para problemas que não dependiam dele para se resolver. Não que não fosse do interesse dele, mas conseguiria mudar a sua situação, haja vista que seu azar, ou falta de sorte, era algo abstrato.

Essa situação de “mãos atadas” corroía cada pedaço de carne dele. Suas motivações se resumiam, sua força se acabava e a esperança findava. Seu descrédito com a vida era evidente. Não tinha ideia do que fazer sozinho. A solidão já era o maior dos problemas do mundo. Chorava noites e noites por causa disso. Seu coração parecia um queijo suíço.

Tentava falar com os outros, porém a vergonha de ser tachado de fraco o barrava. E quando finalmente conversava com alguém, este o dizia que isso acontece com todos. Ele já não suportava essas maçantes batidinhas nas costas e consolos que não servem de nada. Ele não esperava a resolução dos problemas mediante aquela conversa, ele esperava que aquele ser, enxergando de fora a situação, sem pressões de ansiedade e tortura, com  uma visão muitas vezes melhor que a dele, o confortasse.

Quando falamos de conforto, não queremos dizer o conforto que se dá a um doente que se encontra frente à morte, mas sim algo que o ajudasse a amenizar aquele tumor que mora no   seu peito.

O triste garoto, mesmo com uma esperança que a cada segundo se vai, crê que uma hora o barco vai virar, o vento vai soprar para o lado correto e finalmente vai desembarcar em terreno seguro e terno.

domingo, 13 de março de 2011

Chão frio, dor de cabeça e solidão formigante


Confusão, essa é a palavra da semana. Não sei mais o que pensar, como agir, o que é certo e o que é errado. Dias difíceis existem, mas no fundo é você que os dimensiona.

Uma admiração por semana, mil pensamentos por dia, Dez mil dores de cotovelo por hora e um milhão de interrogações por segundo. Nisso se resume a cabeça desse magricela. Tentei por varias vezes não me preocupar com coisas pequenas, com as pessoas, com aminha vida. Tentei viver em vez de pensar como viver. Mas isso não sou eu.

Tentei ser frio, não me preocupar com o mundo, me fechar em uma bolha imaginaria, em que ninguém conseguiria a transpor.  Mas isso só mostra o quão fraco é o homem quando em frente aos seus problemas. Tentei ignorar meus problemas, entrar no meio do fogo cruzado, onde as balas são os sofrimentos que cada um carrega consigo. Mas não importa se você é sortudo, rápido, forte ou esperto: A bala é mais rápida do que você. Ou coloque seu colete a prova de balas, feito com a coragem de enfrentar sua metralhadora de fardos, ou vá em direção a ela, e se entregue como um perdedor.

Tentei não sentir nada, de amor à saudade, como um ser oco. Consegui com que eu me tornasse o tipo de gente que EU não gosto. Vivi por atrás de gente que não vale o mais mísero centavo. Chorei por pessoas que não eram dignas de nenhum tipo de sentimento.

As lagrimas, hoje já secas e as feridas já cicatrizadas me servem de lembrança e lição. Se eu vou conseguir seguir essas “lições”, disso eu não tenho certeza. Mas que algumas pessoas passaram a despertar em mim sentimentos tão pobres, que os definir seria uma grande perda de tempo, Eu tenho certeza ABSOLUTA!

terça-feira, 8 de março de 2011

que sexo frágil o quê


Poxa, hoje é oito de março, dia internacional da mulher. Eu acho uma palhaçada isso. Todo santo dia é dia delas.

Estranho né? Eu estou no estado mais machista da federação e penso desse jeito. Mas voltemos ao assunto. A mulher não merece somente um dia. Sem a mulher aqui na terra, nós homens ainda estaríamos nas cavernas. Pegue um grande homem, com uma grande personalidade. Perceba que atrás desse grande homem existe SEMPRE uma grande mulher. Se for feito a analise ao contrário, o resultado será mínimo.

Elas merecem não só uma data por infinitos motivos. O nascimento de uma criança, por exemplo. Nós homens trabalhamos por uma noite. Elas trabalham por nove meses, vendo seu corpo mudar, carregando um peso desgraçado e ainda na hora de nascer, tem de aguentar as dores do parto. E ainda tem uns “Zé Manés” que as chamam de sexo frágil. Eu não sei como é a dor, mas duvido que nós, o “sexo bruto”, a macheza, aguentemos a dor de um parto.

A mulher também tem a função mais nobre da terra, ser MÃE. Você, não olhe para o lado pois é contigo que estou falando, é o que é graças a sua mãe. E se não é, tu não ouviu porcaria nenhuma do que ela te disse. MAL CARATER!

Resumindo, a mulher é o centro do universo, é a mostra de que sim, existe esperança para a existência na terra. E olha que foi feita da costela. Imagina se fosse de uma carne nobre.

segunda-feira, 7 de março de 2011

The book of life is written with the blood of victory, with no loss




Se nossa vida fosse virar um livro, o que seria contado nele? Quem iria fazer a introdução? Que momento da sua vida poderia ser a capa? Quem saberia o bastante para escrevê-lo além de você?

Eu venho tendo algumas preocupações e pensamentos bestas, mas paciência. Sonhei com esse assunto essa noite.

O que estou fazendo da minha vida? Sério, será que estou reconhecendo o valor que têm uma vida? Chorando pelos cantos, reclamando que tudo vai de mal a pior e achando que assim continuará para sempre. Tá certo que se alguma coisa não está bem, agente acaba reclamando. Somos seres humanos, não o Exterminador do Futuro, que é um robô e não tem sentimentos. Mas eu reclamo da vida desde que aprendi a falar, e comecei a falar bem cedo até, porém até hoje nada mudou com meus reclames.

Outra babaquice é acreditar que eu não preciso de ninguém, me vangloriar que sou ranzinza, antissocial e rancoroso. Porcaria, quem é que quer ter perto uma criatura dessas. NÃO existe, NÃO existe ninguém no mundo que seja 100% independente. E se existe esse cara, ele é o maior frustrado da face da terra.

Olhei em volta de mim e vi a merda de história que venho construindo. Foi bom reconhecer isso, mas nisso, fugindo do último parágrafo, somente eu posso mudar o curso dessa história.

domingo, 6 de março de 2011

Moletons mofados no canto do armário



Escrevo nessa carta a dor;
de ter perdido o amor;
de vez.

Noites e dias passei;
sem poder dizer que senti;
a felicidade buscada por mim.

Sou como um mendigo na Praça da Alfândega, mendigando por uns trocados.

As pessoas passam, te olham com uma cara de reprovação e você tem que achar-se sortudo caso role uma moedinha ou algumas migalhas de pão.

Mendigar foi o fim do meu poço.
Os valores que eu buscava já não pagavam o meu esforço e esgotamento mental.

Difícil ser julgado por querer mais do que moedas e migalhas.  Pessoas te olhando de cima para baixo, desejando que você não estivesse no caminho delas.

Só se olha alguém de cima para baixo quando vai ajuda-lo a levantar.

Decidi jogar tudo para o alto. Achei mais apropriado recolher-me a solidão do meu eu.

Refletir sobre tudo, redefinir prioridades e talvez um dia, entrar nesse jogo confuso de uma forma melhor.

sábado, 5 de março de 2011

Tento com todas as forças ser mais otimista e me pergunto, perdido, onde foi que eu deixei escapar das minhas mãos, toda aquela alegria


E outra vez eu acordei tarde, sem vontade de sair da cama;
Vou ao banheiro, jogar uma água na cara para encarar mais um dia;
Levanto o rosto, encharcado de água e me vejo naquele espelho, já velho e com o vidro rachado.

Olho fixamente para meus olhos;
Penso que rumo minha vida tem tomado.
Será isso o que eu imaginava quando criança? Será que eu aos 8 me imaginava assim quando tivesse 20?

O tempo passa e com ele se vão minhas esperanças;
Esperanças de sorrir verdadeiramente, e não para esconder a carcaça baleada que se resume em meu interior.
Eu acho muito legal que algumas pessoas acreditem realmente que após grandes perdas e derrotas na vida, recebamos algo bom. Admiro, porém discordo.

Não é preciso sofrer para aprender. Não acredito em recompensa por martírio. A vida, a minha vida, os acontecimentos e situações me fizeram crer que não devo crer em nada.

Fico extremamente triste por escrever sobre descrença e desânimo. Eu passaria a vida escrevendo. Eu adoraria escrever coisas que deixassem as pessoas felizes, que fizesse com que meu texto refletisse algo bom. Escrever coisas bonitas, sabe?

Mas infelizmente não dá. Não consigo acreditar em nada de bom.

Eu dia eu acreditei. Quer dizer, aquele não é mais eu. Aquele garoto acreditava em muitas cosas. Acreditava que conseguiria levantar de suas quedas, sarar suas próprias feridas, remontar sua casa, não importando o tamanho da ventania.

Sinceramente, eu queria continuar acreditando nessas coisas, mas né, isso acontece só em filmes felizes. Nos meus dramas, isso é só mais uma grande piada.